domingo, 7 de fevereiro de 2010

em uma noite de verão..

Retomo os meus posts através deste novo blog, ao som da música "Amor de Índio", que tantos momentos bons me traz à memória, me embalando no seu som e me fazendo viver um novo hoje e um novo amanhã definitivamente! Adoro o Djavan.. mas como era gostoso ouvi-la pelas mãos afinadas do Thiago, pela voz da Letícia e pelo coro que fazíamos! Hehe.
Bem, este ano está sendo alegremente alegrador (adoro neologismos). Experiências novas que me fazem vibrar e soluçar a espera de novas emoções como se fosse o próximo capítulo de uma série americana (me desculpem mas eu ADORO também), coisas velhas também aparecendo, mas com um sentido mais próprio e próximo de seu real significado, como as relações, a religião e o estudo, sei lá tanta coisa que nem sei, porque tenho mania de confundir, sabiam né.. bem, quem não me conhece ou ainda não tinha percebido agora me entreguei. Mas desconfundindo.. hehe.. terminei a postagem.. exceto por este trecho, do livro "A caverna" que alguém já postou por aí, aliás alguém que muito eu admiro pela sua ousadia e só talvez acesse essa minha postagem, mas é você Carol Pierosan. Abraços quentes nesta noite de verão mais quente ainda.
"Autoritárias, paralisadoras, circulares, às vezes elípticas, as frases de efeito, também jocosamente denominadas pedacinhos de ouro, são uma praga maligna, das piores que têm assolado o mundo. Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais dificultosa operação das aritméticas humanas, dizemos aos abúlicos, Querer é poder, como se as realidades bestiais do mundo não se divertissem a inverter todos os dias a posição relativa dos verbos, dizemos aos indecisos, Começar pelo princípio, como se esse princípio fosse a ponta sempre visível de um fio mal enrolado que bastasse puxar e ir puxando até chegarmos à outra ponta, a do fim, e como se, entre a primeira e a segunda, tivéssemos tido nas mãos uma linha lisa e contínua em que não havia sido preciso desfazer nós nem desenredar estrangulamentos, coisa impossível de acontecer na vida dos novelos, e se uma outra frase de efeito é permitida, nos novelos da vida."
(José Saramago, pg 71 - A Caverna)

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